Investidores brasileiros e estrangeiros, banqueiros, analistas e economistas estão curiosos e ansiosos para acessar os números de votos do primeiro turno das eleições presidenciais, no próximo domingo, 4. É dado como certo na Faria Lima, no Leblon e em Nova York que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estarão no segundo turno. Mas, para além do que os números dois candidatos que lideram as pesquisas, o mercado espera pelo total de votos alcançados pelos demais postulantes para calcular as reais chances de transferência numérica de votos para Flávio.
A avaliação no mercado, segundo analistas ouvidos pelo PlatôBR, é de que as pesquisas de intenção de votos capturam bem o apoio aglutinado pelos eleitores de esquerda e subestimam os de oposição ao governo ou de direita. Com isso, os números reais do primeiro turno é que ajudarão a entender se há chances concretas de Flávio derrotar Lula ou se o petista sairá vitorioso na rodada final.
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Para os analistas, considerando todos os candidatos de oposição ao governo, hoje as pesquisas podem até indicar que há margem, sim, para Flávio vencer Lula. Mas isso não se materializa automaticamente em intenções de voto no segundo turno, até porque é preciso considerar também as altas taxas de rejeição dos dois candidatos. A avaliação no mercado é de que os eleitores de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) têm mais propensão a votar em Flávio do que em Lula.
