Em 2006, Lula tentava a reeleição pela primeira vez e, assim como agora, decidiu não ir ao debate da Globo no primeiro turno.
Cristovam Buarque, candidato à Presidência da República pelo PDT na época, foi um dos que mais criticaram a decisão do petista.
“Faltar a este debate é roubar a esperança. Ele cometeu um ato de corrupção contra a democracia”, disparou Cristovam, ao vivo, durante o debate.
Participaram também Heloísa Helena (PSOL) e Geraldo Alckmin (PSDB), hoje vice-presidente de Lula.
Diante do púlpito vazio, Cristovam chegou a perguntar, em meio aos desdobramentos do escândalo do mensalão:
“Se o senhor for eleito e forem comprovadas as irregularidades, o senhor renunciará ao mandato?”
Nesta quinta-feira, 1º, Lula, novamente, faltará ao debate da Globo. Mas, diferentemente de 20 anos atrás, Cristovam evitou qualquer crítica.
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“Não tenho acesso às informações que ele tinha para tomar a decisão de não ir”, limitou-se a dizer à coluna o candidato a uma vaga de deputado federal pelo PSB do Distrito Federal.
