Augusto Cury, assim como Romeu Zema, foi pressionado a desistir da candidatura presidencial, mas vai até o fim.

Ele confirmou presença no debate da Globo nesta quinta-feira, 1º, do qual também devem participar Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Lula, até aqui, sustenta que não vai. E Renan Santos busca no TSE garantir o convite da emissora, que tem ignorado o candidato do Missão.

O psiquiatra e escritor Cury diz que ficará neutro em eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. A campanha do PL, porém, insistirá para garantir o apoio dele. Cury é amigo de Pablo Marçal, que está sendo cogitado para ser ministro em eventual governo Flávio.

As pressões, muito provavelmente, chegarão também via Luís Tibé, deputado por Minas Gerais e presidente nacional do Avante, procurado por interlocutores de Flávio e de Lula.

O pequeno núcleo de apoio a Cury afirma que nem Tibé nem qualquer outra liderança política terá a palavra final sobre o apoio do candidato.

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Cury se coloca como independente, apesar da filiação partidária uma obrigação da lei eleitoral para entrar na disputa ao Planalto. Ele pretende preservar a autonomia da própria campanha e não se comprometer antecipadamente com nenhum dos lados, principalmente com o PT. Esse entendimento já chegou a Tibé.

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