Lideranças da esquerda passaram a admitir, em reservado, que Lula pensou que fosse ser “mais fácil” derrotar Flávio Bolsonaro e que há risco, sim, de o presidente não garantir o quarto mandato.

Se isso ocorresse, o temor não seria somente com a possibilidade de o bolsonarismo retomar força, com chance de o filho do ex-presidente ficar oito anos no poder.

Existe uma grande preocupação com o que ocorrerá com a esquerda como grupo político de mobilização e de tradição.

Sem Lula, há quem veja, num primeiro momento, os progressistas tendo de se aliar a “políticos e governos de centro” para se manter relevante.

Um exemplo citado à coluna é o que o PT e partidos aliados fizeram nesta eleição no Rio de Janeiro, abrindo mão de candidatura própria e abraçando Eduardo Paes, que já foi crítico ferrenho dos petistas e, hoje, disputa o governo do estado pelo PSD, de Gilberto Kassab.

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A esperança é a de que, mesmo com uma eleição bastante apertada, Lula seja reeleito e a sucessão no campo político ganhe fôlego ao longo de quatro anos, ainda que ninguém espere uma disputa serena entre aliados do presidente.

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