A uma semana do primeiro turno, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entra na fase final de preparação para as eleições do próximo domingo, 4, quando 160 milhões de brasileiros irão às urnas para escolher representantes para seis cargos eletivos. O período decisivo traz uma série de prazos e restrições no calendário eleitoral que exigem atenção redobrada tanto dos eleitores quanto dos candidatos.

A partir desta terça-feira, 29, eleitores passam a ter proteção contra prisão, exceto em caso de flagrante regra que já vale para candidatos desde 19 de setembro. Nos dois casos, a restrição termina em 6 de outubro, 48 horas após o primeiro turno. Havendo segundo turno, a mesma regra será aplicada entre 20 e 27 de outubro, já que a votação está marcada para o dia 25. Na quarta, 1º, se encerra o prazo para a realização de debates e comícios. Na véspera do primeiro turno, haverá a cerimônia de verificação do sistema de gerenciamento da totalização dos resultados.

No domingo, 4, a votação seguirá o horário unificado, das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília, em todo o território nacional. A regra elimina a diferença de horários entre os diferentes fusos do país na votação e na divulgação dos resultados. No encerramento da votação, cada urna imprime o chamado Boletim de Urna (BU), com os resultados daquela seção. Uma das vias é afixada no local, enquanto os arquivos são transmitidos e passam por verificações de autenticidade e assinatura digital antes de serem processados pela área de totalização da Justiça Eleitoral.

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As eleições deste ano marcam os 30 anos da urna eletrônica no Brasil. Para o pleito atual, o TSE empregará 563,9 mil urnas, das quais cerca de 78% são de modelos mais recentes (UE2020 e UE2022). Ao longo dessas três décadas, a urna passou por 14 atualizações, com a incorporação de diferentes mecanismos de segurança, como criptografia, assinaturas digitais e lacres físicos. Desde a adoção do equipamento, nunca houve registro de fraude comprovada no sistema eletrônico de votação.

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