Com a tristeza de quem tem a Constituição no colo. É assim que a deputada constituinte e primeira mulher governadora do Distrito Federal, Maria de Lourdes Abadia, resume a crise sem precedentes que atravessa o STF (Supremo Tribunal Federal). Em entrevista ao Política em Minutos, uma parceria do PlatôBR com a LeoDias TV, a ex-titular do Palácio do Buriti e postulante a um novo mandato na Câmara dos Deputados pelo PSD avalia que a corte tem extrapolado os limites de atuação e invadido a competência dos demais poderes, em especial do Legislativo.
“Tristeza”, inclusive, é a palavra usada pela ex-parlamentar para resumir o atual cenário da política nacional. Não teria outra palavra. É uma tristeza no colo e no coração. Quando eu vejo o que está acontecendo no nosso país, me dá uma tristeza, afirmou. Trata-se do veredicto de uma personagem que ajudou a redigir o próprio texto constitucional que hoje diz ver ameaçado.
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Abadia, como é conhecida, reúne uma trajetória de mais de quatro décadas dedicadas à vida pública do Distrito Federal. Assistente social de formação, coordenou na década de 1970 a Comissão de Erradicação de Invasões, trabalho que deu origem a Ceilândia, hoje a maior cidade da capital federal. Foi eleita deputada constituinte em 1986 e ajudou a redigir tanto a Constituição de 1988 quanto a Lei Orgânica do DF. Também exerceu mandato como deputada federal e, em 2006, tornou-se a primeira mulher a governar Brasília. Hoje, pelo PSD, tenta retornar ao Congresso.
