A decisão sobre a abertura ou não de procedimento formal contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, será tomada na sexta-feira, 25, como noticiamos.

O resultado pode até ser imprevisível como tudo em Brasília nestes tempos estranhos , mas já há uma certeza quanto à indisposição de integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal com Gonet.

Indisposição que tem muito pouco a ver com charutos, Londres e Daniel Vorcaro.

O que mais incomoda parte significativa da categoria é a postura do procurador-geral diante da farra dos penduricalhos.

Há procuradores que não aceitam a redução nos salários e, em grupos de mensagens, escancaram que o caso Master pode ser usado para “ir para cima” de Gonet. Ou seja, há uma chantagem velada em curso.

Gonet é considerado mais “austero” que a média dos antecessores, o que faz com que tenha “menos controle” da categoria. Mexeu, por exemplo, com o uso de carros oficiais e estabeleceu um controle maior sobre os pagamentos de diárias, que, não raramente, são usadas para engordar salários.

Não se nega a possibilidade de se apurar o mérito da relação de Gonet com o ex-todo-poderoso banqueiro. Mas não é esse o ponto.

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O que pesa, de fato, neste momento, é o corporativismo intensificado a partir da indignação da categoria com o impacto do debate sobre os penduricalhos na remuneração mensal.

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