No comunicado em que anunciou a redução dos juros em 0,25 ponto percentual, para 13,25% ao ano, o Banco Central informou quais são as principais preocupações e riscos para a inflação que poderiam obrigar os integrantes da diretoria colegiada a frear a queda da Selic.
Alguns riscos são monitorados pela autoridade monetária, presidida por Gabriel Galípolo (foto). Entre eles está a desancoragem nas expectativas de inflação, que ocorre quando os agentes econômicos estimam uma inflação acima do teto da meta ou em patamar superior ao projetado.
Outro risco monitorado pelo BC tem relação com o nível de atividade econômica e como isso pode afetar os preços dos serviços. As políticas sociais de transferência de renda do governo Luiz Inácio Lula da Silva estimulam o consumo de produtos e serviços e os preços cobrados podem seguir em alta.
Além disso, a autoridade monetária está atenta ao preço do dólar, do petróleo e da recente decisão do Fed, o banco central dos Estados Unidos, que decidiu subir os juros por lá. Esse movimento tem potencial para retirar recursos de países emergentes como o Brasil, o que pode aumentar o cotação da moeda estrangeira.
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Além disso, o preço dos combustíveis, dos fretes e de alimentos tende a subir com o encarecimento da petróleo. Por fim, o BC monitora como o El Niño deve afetar a safra de grãos no Brasil. O fenômeno climático ocorre quando é registrado aquecimento acima de 2ºC das águas do Pacífico, o que eleva os riscos para mudanças no padrão climático, com chuvas intensas e secas severas.
