Um video publicado na última sexta-feira, 11, no qual o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) disse que teve o celular furtado na Avenida Paulista levou a Polícia Federal a deflagrar a operação de busca de apreensão nesta segunda, 14. A operação estava autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), desde o dia 5 de setembro. Desde então, a PF preparava a busca. No entorno de Dino, a impressão é de que os investigadores chegaram tarde. 

A Operação Transparência apura irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Nessa fase, Cezinha de Madureira é investigado por suspeita de tráfico de influência em tribunais superiores. A investigação vem à tona em meio ao fogo cruzado entre ministros do STF. O deputado, como se sabe, foi um dos responsáveis por intermediar uma audiência de do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro André Mendonça, que na semana passada esteve, com Dino no lado oposto, no centro de decisões sobre o afastamento do diretor da PF, Andrei Rodrigues.

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A intermediação foi citada por Dino na decisão em que determinou o retorno de Rodrigues ao cargo. O despacho foi assinado dois dias antes de Cezinha de Madureira dizer nas redes sociais que tivera seu telefone furtado. Pastor da Assembleia de Deus Madureira, o deputado também é próximo da família Bolsonaro e do advogado-geral da União do governo Lula, Jorge Messias,  ao lado de quem chegou a ter uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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