A campanha de Romeu Zema (Novo) à Presidência trata como “teste de fogo” a nova rodada da pesquisa Quaest, a ser divulgada nesta segunda-feira, 14. O levantamento, que vai medir o impacto da crise institucional no STF (Supremo Tribunal Federal), é visto como termômetro capaz de indicar se há ou não alguma chance de o ex-governador de Minas Gerais capitalize politicamente com o caso.

Internamente, há esperança de que Zema possa colher dividendos do racha institucional protagonizado pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, já que o presidenciável iniciou a corrida ao Palácio do Planalto mirando os “intocáveis” de Brasília, com críticas frontais ao Judiciário e, em especial, a integrantes do Supremo. “É um dos poucos que está mantendo a coerência, assim como o partido”, disse um interlocutor da campanha.

O candidato do Novo desidratou nos últimos levantamentos, perdendo votos para Augusto Cury (Avante). O movimento se intensificou após a participação de ambos em sabatinas e debates. A pesquisa desta segunda será, portanto, o teste decisivo de viabilidade da candidatura de Zema como nome alternativo a Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL.

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A nova sondagem, encomendada pela Globo, trará um bloco específico sobre o nível de confiança pública no STF e sobre o grau de conhecimento acerca das investigações do Banco Master e de seus desdobramentos, além de consultas sobre propostas para alterar o funcionamento do Supremo.

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