O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto registrou uma queda de 0,32%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira, 11. O resultado surpreendeu positivamente o mercado, que esperava uma redução de 0,29%, e reforçou as apostas de que o Banco Central reduzirá os juros em 0,25 ponto percentual na reunião marcada para os próximos dias 15 e 16.

No ciclo de doze meses encerrado em agosto, a inflação acumula alta de 4,22%, uma queda em relação aos 4,44% do período de doze meses encerrado em julho. No ano, o IPCA registra alta de 3,11%. O economista Leonardo Costa, do Asa, afirma que o resultado foi influenciado pela forte queda da energia elétrica, associada ao bônus de Itaipu. Com isso, a tendência é a recomposição de preços em setembro.

Os resultados positivos para a inflação entre junho e agosto levaram o economista a revisar a projeção para o IPCA de 2026 de 5% para 4,8%. Segundo Costa, o balanço de riscos para os preços ainda é relevante e, por isso, não é possível estimar uma inflação dentro do teto da meta, de 4,5%.

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“Diante do resultado e da manutenção dos subsídios aos combustíveis, revisamos nossa projeção de IPCA de 2026 para 4,8%, ante 5,0%, embora o balanço de riscos permaneça relevante, especialmente por fatores climáticos associados ao El Niño e seus potenciais impactos sobre alimentos e energia. Somado aos dados de atividade disponíveis até aqui, o IPCA de agosto reforça a expectativa de corte de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião do Copom da semana que vem”, afirmou Costa.

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