O STF divulgou na manhã desta quinta-feira, 10, que Alexandre de Moraes faria, às 11h, o que a assessoria chamou de “pronunciamento”. Seria no plenário da Primeira Turma, da qual o ministro faz parte.

Foi o suficiente para criar um alvoroço nos bastidores de Brasília.

“Será que vai renunciar ou antecipar a aposentadoria?”, chegou a especular um presidente de partido.

“Não deve ser nada demais. Vai defender a atuação dele à frente do inquérito das fake news e informar sobre os desdobramentos dos casos”, opinou um senador com algum trânsito no Supremo.

Uma hora depois, a informação oficial, sem detalhamento, era de que a fala havia sido cancelada.

Houve quem cogitasse que Moraes aproveitaria o momento para lançar dúvidas sobre a atuação de André Mendonça e, com isso, receber o apoio da Primeira Turma, formada também por Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Um ex-ministro de Estado criticou, ainda antes da notícia do cancelamento, o gesto de Moraes:

“Não consegue ficar quieto até o dia 15 [para quando Edson Fachin, presidente da Corte, marcou sessão]? Ele quer sempre ter a última palavra.”

Nessa linha, a coluna ouviu de uma fonte que mantém contato permanente com ministros do Supremo:

“Ainda bem que cancelou. Ele vai dizer o quê? Só tem uma fala possível: o contrato com o Banco Master.”

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Há consenso nos bastidores de que alguém convenceu Moraes a não falar agora. Na bolsa de apostas, foram citados o próprio Fachin, Flávio Dino e “os ventos do Palácio do Planalto“.

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