O PT admite o impacto das acusações contra Alexandre de Moraes sobre a campanha de Lula, como noticiamos, mas há, no partido, quem acredite que já passou da hora de tentar sair das cordas.
O tempo é curto falta menos de um mês para o primeiro turno , a campanha está volátil e as últimas pesquisas indicam um bom momento para Flávio Bolsonaro.
É neste novo cenário que ganha força, dentro do partido, a defesa de um reposicionamento urgente da campanha, com respostas mais claras sobre a crise no STF.
A coluna ouviu parlamentares do PT e resume em três pontos os caminhos que o partido de Lula pretende adotar no duelo de argumentos:
1. “Bater pesado” em Flávio. Reforçar a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e o caso Master. A ideia é insistir no episódio Dark Horse. Fernando Haddad, em entrevista à rádio Novabrasil, puxou esse coro ao dizer que, “se Flávio vencer, Vorcaro será solto”.
2. Indignação seletiva. O PT vai sustentar o entendimento de que há uma “indignação seletiva” com a situação do Supremo e que a direita quer um “tribunal autoritário”. A ideia é lembrar que não apenas Moraes, mas também Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro e cujo filho também teve contrato com o Master, por exemplo, precisa ser investigado.
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3. Fortalecer Fachin. Há, ainda, a intenção de descolar Lula das investigações, deixando claro que não é o presidente quem investiga ou deixa de investigar. E que cabe a ele fazer o que já fez: fortalecer o presidente do STF, Edson Fachin. Nesse contexto, a ideia é explorar que foi no governo Lula que Vorcaro foi preso.
