A crise sem precedentes do STF (Supremo Tribunal Federal) mobilizou o setor privado, que passou a cobrar explicitamente que o plenário da corte se reúna em sessão pública decidir quais caminhos tomar. O manifesto, encabeçado por sete entidades empresariais, reuniu outras 2.764 assinaturas de diversas associações e federações, e subiu o tom nas cobranças feitas aos ministros. 

Os principais signatários do documento são a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a CNC (Confederação Nacional do Comércio), a CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

“O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas”, diz o texto, em tom grave.

O manifesto também afirma que não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita e sustenta que o Brasil atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, com epicentro na “Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra”.

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As entidades também publicaram notas individuais e um outro manifesto, intitulado “Pela Lei e pelo Brasil”, assinado por 157 empresários, economistas, acadêmicos e representantes da sociedade civil, entre eles o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, a empresária Luiza Helena Trajano e o apresentador de televisão e empresário Luciano Huck. O documento, publicado nos jornais desta quarta-feira, 9, está aberto à adesão de qualquer cidadão. O texto é firme ao cobrar “completa, célere e independente” apuração dos fatos, afastamento cautelar de quem for formalmente investigado e adoção de um código de conduta vinculante para cortes superiores e órgãos de investigação e acusação.

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