A cada dia de agravamento da crise sem precedentes no STF, a campanha de Flávio Bolsonaro ganha mais convicção de que o cenário, neste momento, favorece o candidato do PL na disputa presidencial.

Depois de ouvir aliados de Flávio, a coluna resume em três pontos as razões dessa avaliação:

1. O voto de indignação. A leitura é de que Flávio, embora também esteja enlameado pelo caso Master, é quem tem mais condições de capturar o sentimento de indignação contra o STF. A estratégia, como já noticiamos, passa por colar a imagem de Alexandre de Moraes à do governo Lula e transformar a crise da corte em mais um capítulo da disputa entre o bolsonarismo e o petismo.

2. O ‘nós avisamos’. A perplexidade de uma parcela significativa do eleitorado diante do que acontece no Supremo reforça, na avaliação da campanha, a tese de que o país havia sido alertado sobre os “riscos de Moraes”. O objetivo é transformar a crise atual em uma espécie de confirmação, aos olhos do eleitor, de críticas que o bolsonarismo faz ao ministro há anos.

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3. A sensação de injustiça. Existe, ainda, a interpretação de que a exposição da relação de Moraes com Daniel Vorcaro amplia a sensação de injustiça em torno de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Para a campanha de Flávio, o contraste entre as revelações envolvendo o ministro e a condenação do ex-presidente pelas mãos de Moraes pode alimentar, no eleitorado, a percepção de injustiça.

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