O PSD, de Gilberto Kassab, trabalha com uma alternativa para o caso de o ex-governador José Roberto Arruda, candidato ao governo do DF, ter a inelegibilidade confirmada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Hoje, o nome favorito da direção nacional do partido para assumir a cabeça de chapa é o do empresário Paulo Octávio, presidente local da sigla.
O núcleo pessedista avalia que o partido precisa ter uma candidatura competitiva na capital do país, com ou sem Arruda, para também reforçar o palanque presidencial de Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pela legenda. Nesse cálculo, Luiz Pitiman, atual vice na chapa, não é visto como um potencial agregador de votos, enquanto o empresário ainda preserva recall das últimas eleições, quando saiu candidato e foi derrotado por Ibaneis Rocha (MDB). Não à toa, recentemente, Kassab fez lobby para que Paulo Octávio saísse candidato ao Senado pelo partido.
Aliados afirmaram à coluna que Paulo Octávio já teria se conformado com a possibilidade de voltar à disputa pelo Palácio do Buriti, mas evita tratar do assunto publicamente antes de uma definição da Justiça Eleitoral. O ex-senador aposta em uma reviravolta no caso de Arruda, mesmo após a derrota no TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do DF). Por enquanto, o PSD acredita no julgamento correto no TSE, o mais breve possível, disse à coluna.
Na última vez em que saiu candidato ao Buriti, em 2022, o ex-governador terminou a disputa em terceiro lugar, com 123.715 votos, equivalentes a 7,48% dos votos válidos. Após tomar conhecimento, à época, da candidatura de Paulo Octávio, Ibaneis chegou a classificar o então aliado como “traidor”. Depois, os dois acabaram se acertando, a ponto de André Kubitschek, filho do ex-senador, ter assumido a Secretaria de Juventude do governo emedebista até o prazo limite para desincompatibilização. Hoje, o ex-titular da pasta é candidato a deputado federal pelo PL.
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Apesar da indefinição do TSE, o cenário já é tratado no PSD como concreto: se Arruda não puder seguir, o plano B do PSD tem nome: Paulo Octávio. Neste caso, o partido terá até dia 14 de setembro para substituir o nome do ex-governador pelo outro candidato na urna eletrônica.
