A inédita fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de reformas profundas nos sistemas político e judicial foi, evidententemente, uma tentativa de buscar uma resposta política à grave crise em curso no STF (Supremo Tribunal Federal), mas o governo ainda não tem propostas formais nesse sentido, admitem auxiliares do petista.
No vídeo publicado nas redes sociais na última quinta-feira, 3, Lula defendeu, além das reformas, que todos os envolvidos sejam investigados, doa a quem doer. Além disso, ele vocalizou uma uma queixa que já vinha circulando no seu entorno e na sua base aliada no Congresso: a de que os vazamentos que originaram a crise seriam seletivos.
Auxiliares de Lula dizem que o debate sobre as duas reformas depende de um ambiente político minimamente estável e da participação ativa de integrantes do próprio Judiciário. Diante da crise no STF e do suposto envolvimento de diversos deputados e senadores no caso Master, ainda que o assunto seja tratado de forma panorâmica, a discussão só será fomentada de fato pelo petista em caso de vitória nas eleições de outubro.
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A ideia do Planalto é que a formulação dessas propostas passe pela formação de grupos de trabalho com a presença de integrantes do Legislativo, do Judiciário e do Executivo. A avaliação de parte da ala política do governo, neste momento, é que não caberia apresentar textos de imediato sem que antes o tema seja debatido com a classe política e com especialistas. “O importante, neste momento, é a sinalização do presidente. O debate sobre as reformas ocorrerá oportunamente, quando ambiente político melhorar”, diz um auxiliar do petista.
