Edson Fachin começou a sexta-feira, 4, retirando do inquérito das fake news o pedido de abertura de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça.
Mais do que uma decisão processual, Fachin tem diante de si uma oportunidade de fazer história.
Lideranças políticas e jurídicas disseram à coluna que muito raramente alguém tem uma oportunidade como a que o presidente do STF está tendo agora: a de deixar uma “marca indelével” na história da República.
“Esse cara pode fazer história”, resumiu um político que acompanhou de perto toda a redemocratização.
Diante de um cenário tão conturbado e sem precedentes, Fachin, muitas vezes criticado por sua postura mais apática, pode agir com tranquilidade e, ao mesmo tempo, firmeza.
Pode preservar a instituição Supremo Tribunal Federal sem proteger quem quer que seja.
Pode permitir que os fatos sejam apurados, que as responsabilidades sejam individualizadas e que o devido processo legal prevaleça sobre disputas internas, alianças e interesses de qualquer natureza.
Boa parte do desfecho da crise em curso está, agora, nas mãos de Fachin.
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E talvez seja justamente essa a oportunidade de mostrar que, em momentos de crise, a serenidade não precisa ser confundida com omissão.
