O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta dar fôlego à sua campanha eleitoral com medidas econômicas para agradar os eleitores. Há pouco mais de um mês das eleições, o petista aposta em benesses via oferta de crédito para financiamento de veículos com o intuito de garantir os votos necessários à reeleição. 

A primeira medida, formalizada na última terça-feira, 1º, aumentou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o valor dos carros que podem ser financiados com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O prazo para pagamento das prestações também subiu de 72 meses para 84 meses, incluída carência de até seis meses.

As taxas de juros do programa permanecem inalteradas, de até 11,5% ao ano para mulheres e até 12,6% ao ano para os demais motoristas e cooperativas. Motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de taxistas que atendam aos requisitos do programa podem solicitar o financiamento. Essas categorias passaram a se identificar com o bolsonarismo e Lula quer recuperar o apoio desses trabalhadores. 

O governo também quer turbinar o financiamento de motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas, além de bicicletas elétricas de até 1.000 watts e motos elétricas de até 7.500 watts, para entregadores de aplicativo. Uma linha da Caixa está disponível desde o fim de julho para profissionais com experiência mínima de seis meses na mesma plataforma e que tenham ao menos 100 corridas realizadas, além da apresentação de CNH categoria A válida. O financiamento pode ser contratado para veículos novos de até R$ 30 mil, com prazo de até 48 meses e carência de dois meses. As taxas são de 0,97% ao mês para homens e de 0,90% ao mês para mulheres. 

Taxa das blusinhas
Outra benesse do pacote de Lula é o fim da cobrança do imposto federal de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como taxa das blusinhas. A Medida Provisória que trata do tema já foi aprovada pelo Congresso nesta quinta-feira, 3, e segue para sanção presidencial. A medida foi editada no começo do governo e criou um atrito entre o Ministério da Fazenda e a primeira dama, Janja Lula da Silva, que era contra a tributação. De olho na reeleição, o petista decidiu extinguir o tributo. 

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Por fim, o governo quer explorar na campanha o avanço da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6×1. O texto, já aprovado na Câmara, recebeu o aval da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e aguarda votação do plenário. Lula queria aprovar a proposta antes das eleições, mas nesta quinta-feira, 3, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que a decisão final deve ficar para depois do resultado do pleito. Mesmo assim, o governo quer explorar o assunto na campanha, dizendo que a redução da jornada só não passou porque a oposição resistiu.

compartilhe