O jogo, como dissemos, está sendo jogado no Supremo.

A guerra em andamento entre o relator do caso Master, André Mendonça, e o grupo liderado por Alexandre de Moraes faz o ecossistema do poder em Brasília mapear o placar da corte, que opera hoje com 10 ministros, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para a 11ª vaga.

A avaliação nos bastidores do STF é que a correlação de forças favoreceria Moraes, que poderia, em tese, contar com o apoio sólido de Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

Na outra ponta, Mendonça buscaria construir sustentação entre Cármen Lúcia, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e, decisivamente, o presidente do tribunal, Edson Fachin.

O cenário, no entanto, permanece fluido.

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Entre pressões cruzadas, ameaças, cálculo de riscos e a construção de uma acordão de autoproteção da República, a gravidade de uma crise sem precedentes pode dinamitar qualquer lógica prévia.

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