A saída de Bruno Dantas do Tribunal de Contas da União (TCU), confirmada nesta segunda-feira, 31, não pegou ninguém de surpresa na corte.
Há meses, a movimentação de Dantas era dada como certa nos corredores do tribunal.
“Muito dinheiro na mesa”, comenta-se no TCU sobre a primeira renúncia de um ministro da corte em 100 anos.
O destino provável de Dantas, como esta coluna antecipou em maio, é a Avibras, empresa criada em 1961, especializada em produtos e serviços de defesa e que recebeu aportes de Joesley Batista neste ano.
Colegas de Dantas no TCU, no entanto, dizem não ter dúvidas de que há “outras oportunidades” se abrindo para o ministro, que, em tese, permanecerá na corte até 9 de setembro.
No Senado, o caminho agora está pavimentado para a indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga. A votação tem tudo para ser uma das mais tranquilas da legislatura, com aprovação fácil.
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Um senador da Mesa Diretora disse à coluna que, certamente, a ida de Pacheco para o TCU fará parte do acordo em andamento para tentar aprovar matérias de interesse do governo em meio ao “esforço concentrado”, convocado por Davi Alcolumbre, aliado de Pacheco, a pouco mais de um mês das eleições.
