Já no fim de semana, o entorno de Renan Santos percebeu que Dias Toffoli estaria disposto a criar embaraços para a candidatura.

Nesta segunda-feira, 31, o ministro do STF e do TSE determinou a suspensão da campanha do candidato do Missão à Presidência da República. Renan está impedido de participar de debates, de fazer propaganda eleitoral e de receber recursos do fundo eleitoral.

O motivo oficial é a suposta omissão em relação a perfis oficiais da campanha nas redes sociais.

Renan, porém, encara a decisão como “mão política” para abafar a candidatura.

O temor no entorno do candidato é de que Toffoli esteja preparando o terreno para tentar impugnar a candidatura presidencial do Missão, em movimento semelhante, embora em contexto diferente, ao que já ocorre com Pablo Marçal (PRTB).

A reação inicial no time de Renan foi de completa revolta.

“É algo completamente absurdo, simplesmente inacreditável”, disse à coluna um auxiliar da campanha.

A vereadora Amanda Vettorazzo, coordenadora da campanha, publicou nas redes sociais uma foto de Renan com a tarja “censurado”.

Renan convocou uma coletiva de imprensa para o fim da tarde desta segunda-feira, quando fará as primeiras declarações públicas sobre o episódio. A equipe jurídica do Missão vai recorrer da decisão.

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“Suspender a campanha de Renan Santos significa uma loucura judicial de Toffoli. E pode ter efeito contrário, o de favorecer o candidato do Missão”, escreveu Xico Graziano, apoiador de Renan, no X.

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