As ligações da lobista Roberta Luchsinger com integrantes do governo e com o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, viraram um fator de preocupação para a campanha do petista à reeleição. Embora argumentem que as demandas de Luchsinger junto a órgãos federais não foram atendidas, o temor de aliados de Lula é que novos fatos possam surgir agora que ela é considerada uma personagem “radioativa”. “Qualquer coisa que toque nela é suspeita dentro da dinâmica de crise que se instaurou”, diz um interlocutor do Planalto.

Na semana passada, ao ser sabatinado na TV Globo, Lula disse que não conhecia Roberta Luchsinger e a chamou de “pilantra”. Horas depois, vieram à tona várias fotos tiradas das redes sociais da lobista, nas quais ela aparece ao lado do presidente. A campanha precisou se explicar, argumentando que Lula posa para fotos com muitas pessoas sem que as conheça de fato. “É uma coisa chata, desagradável e, certamente, Lula está puto isso”, disse um aliado próximo.

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Agora, a estratégia da campanha é tentar mostrar que há um “artificialismo” nas tentativas de vincular Roberta Luchsinger ao governo e, além disso, tentar mostrar que foram “isoladas e infrutíferas” as tentativas dela de se aproximar de pessoas próximas do presidente. Nessa segunda tarefa, porém, há um desafio a ser enfrentado, especialmente pelo fato de que Roberta chegou perto demais de Lula, mais especificamente na antessala do presidente, ao tratar com seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santa Ribeiro, o Marcola, que passou a figurar nas investigações da Polícia Federal sob a suspeita de receber vantagens pessoais da lobista.

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