Pode parecer cedo, mas bem antes do resultado da eleição em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta um quarto mandato no Planalto, os debates sobre quem o sucederá no PT agitam os bastidores. É de conhecimento público que dois nomes estão à frente nesse páreo: o ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, que conta com a simpatia e o apoio do próprio Lula, e Rui Costa, ex-ministro do atual governo, ex-governador da Bahia e candidato ao Senado pelo estado.
Haddad e Costa protagonizaram ao longo do terceiro mandato de Lula uma disputa silenciosa por protagonismo que, por vezes, envolvia a defesa de bandeiras diametralmente opostas. Enquanto o então ministro da Casa Civil defendia, por exemplo, um aumento das despesas públicas para alavancar os programas de governo, o então ministro da Fazenda queria frear o ímpeto gastador do colega de Esplanada. Nessa queda de braço, que aliás era estimulada pelo presidente, não houve quem saísse maior: vitórias e derrotas foram acumuladas de parte a parte.
Para além de Haddad e Rui Costa, outros dois nomes têm sido apontados como possíveis alternativas caso os dois desidratem ao longo da corrida pela sucessão de Lula: Rafael Fonteles, atual governador do Piauí e candidato à reeleição, e Camilo Santana, ex-ministro da Educação e senador pelo Ceará.
Fonteles tem sido elogiado pelos resultados positivos no estado, sobretudo na segurança pública. Além disso, é apontado como um bom articulador e um defensor do equilíbrio fiscal. Já Santana acumula oito anos de governo no Ceará e uma passagem sem polêmicas no Ministério da Educação, com a criação do programa Pé-de-Meia, que oferece um incentivo financeiro a alunos matriculados no ensino médio público que também são beneficiários de programas sociais do governo.
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Tanto Fonteles e quanto Santana nutrem o desejo de suceder Lula, mas sabem que, neste momento, não são os primeiros nomes da fila. Entretanto, trabalham silenciosamente para acumular resultados positivos que os cacifem a ocupar o lugar de Lula como nome dileto do PT para disputar o Planalto.
