Quase uma década depois de ser cassado e de romper com o PT, o ex-senador Delcídio do Amaral volta à cena política.
Isolado politicamente, mas ainda com algum prestígio pessoal, Amaral disputa o governo do Mato Grosso do Sul pelo PRD, partido nanico que formou federação com o Solidariedade.
Senador pelo PT durante 14 anos e líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Amaral é hoje um “azarão competitivo” na eleição de 2026.
Na pesquisa Quaest divulgada nesta semana, apareceu em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto, cinco pontos percentuais atrás de Fábio Trad (PT), que tem 13%. A liderança é do atual governador, Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição e favorito, com 40%.
Em 2015, Amaral foi preso no âmbito da Operação Lava Jato, sob acusação de obstrução da Justiça. Em maio de 2016, teve o mandato de senador cassado. Deixou a prisão após firmar acordo de delação. Em 2019, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou a absolvição dele em uma das ações relacionadas ao caso.
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Agora, aos 71 anos, tenta transformar o recall de uma trajetória que já o levou ao centro do poder em uma nova chance eleitoral em seu estado.
