O ministro Dario Durigan (Fazenda) pode começar o próximo governo fora da Esplanada dos Ministérios, na hipótese do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser reeleito. Apesar do trabalho que ele tem feito para se cacifar e ganhar pontos para permanecer no cargo atual, a tendência é que Durigan seja deslocado para a presidência de uma estatal e, se isso realmente ocorrer, o Banco do Brasil aparece como uma das possibilidades.

Caso Fernando Haddad perca a corrida pelo governo de São Paulo e volte para Brasília em um eventual quarto mandato de Lula, a tendência é que ele seja alocado na Casa Civil. E é justamente esse o elemento que impulsiona as apostas de que Durigan não seguirá na Fazenda. O raciocínio é simples: assessores próximos argumentam que Lula gosta de ter visões opostas na Casa Civil e no comando da área econômica, como ocorreu no passado com Antonio Palocci e José Dirceu e com Guido Mantega e Dilma Rousseff. Assim, como Haddad e Durigan são bastante alinhados, dificilmente o atual ministro da Fazenda permaneceria no cargo.

“Durigan na Fazenda e Haddad na Casa Civil seria uma supresa para todos. Lula estimula que os ministros façam contrapontos uns aos outros e os dois representam o mesmo grupo”, resume um auxiliar do presidente da República, que aposta na ida do atual ministro da Fazenda para o Banco do Brasil.

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Como chefe da Fazenda, o ministro já é presidente do conselho de administração do banco e conhece a estrutura interna. Um fator que pode emperrar a indicação é o apetite do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tem interesse em indicar o próximo presidente do BB.

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