Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou um time de assessores econômicos com experiência tanto no mercado quanto no governo Jair Bolsonaro para sinalizar que está comprometido com o ajuste fiscal e com as reformas setoriais. Eles irão integrar a equipe que tem como expoente a administradora Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e ex-braço-direito de Paulo Guedes do Ministério da Economia.
A executiva e ativista social Lyvia Montezano e a empreendedora Carolina Ragazzi detalharão as ações do “Brasil por Elas”, programa que promete garantir a independência das mulheres. Já o economista Adriano Pires reforçará as propostas para as áreas de energia e infraestrutura, com o apoio do advogado Alexandre Chequer.
O economista Adolfo Sachsida (na foto ao lado do candidato), ex-ministro de Minas e Energia e ex-secretario de Política Econômica da gestão de Paulo Guedes, será o coordenador geral da equipe do plano econômico de Flávio. Defensor da responsabilidade fiscal e de reformas microeconômicas para atrair investimentos, Sachsida chega para tentar demonstrar que Flávio está comprometido com a busca pelo equilíbrio das contas públicas, algo que o próprio candidato, ao menos por ora, tem evitado verbalizar de forma eloquente.
Caberá a Sachsida, como coordenador da equipe, detalhar as medidas que devem ser implementadas pelo governo caso Flávio seja eleito presidente. Antes de ser formalizado coordenador, o economista apresentou em uma série de artigos as propostas que considerava necessárias para desburocratizar a economia, reduzir despesas, aumentar a produtividade e tornar a economia brasileira mais atrativa para receber investimentos estrangeiros.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Ao menos por ora, a corrida presidencial tem se mostrado pobre no debate de medidas para melhorar a economia e reduzir o peso da máquina pública. Como mostrou o PlatôBR, tanto Flávio quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão cautelosos e têm evitado falar de forma aberta do que pretendem fazer para reduzir as despesas do governo, temendo eventuais reflexos negativos do tema sobre uma parte do eleitorado.
