Nas conversas com investidores brasileiros e internacionais, o ministro Dario Durigan (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, têm sido alertados para um novo risco externo que pode piorar o ambiente global e afetar a economia brasileira na virada do ano.
A preocupação dos investidores transmitida ao governo brasileiro tem relação com os gastos com inteligência artificial. No começo do ano, a estimativa era de que US$ 500 bilhões em dívida fossem emitidos para financiar os investimentos no setor, mas esse valor já chega a US$ 1 trilhão.
Na prática, os investidores têm vendido títulos do Tesouro dos Estados Unidos para financiar os aportes em inteligência artificial, em busca de remunerações maiores. No curto prazo, a maior economia do mundo tem US$ 4,25 trilhões em títulos que precisam ser refinanciados. Com a busca por títulos de dívida do setor de tecnologia, o risco é de haver grande dificuldade para os gestores da dívida americana.
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Esse movimento de mercado tem potencial de afetar para cima a curva de juros, o que pode criar um movimento de aversão ao risco, que tende a afetar economias emergentes, como o Brasil. Em momentos de estresse econômico global, os investidores buscam proteção, o que pode encarecer o dólar, derrubar a Bolsa de Valores e trazer mais volatilidade para os mercados.
