A deputada Caroline De Toni tem aberto a guarda da própria campanha ao pedir insistentemente votos para Carlos Bolsonaro, o ex-vereador carioca que, assim como ela, tenta uma vaga no Senado pelo PL de Santa Catarina, o estado mais bolsonarista do Brasil.
Ela vem recebendo críticas, inclusive de aliados, por fazer propaganda demais para Carlos e, assim, correr o risco de perder apoios para si mesma. Nos últimos dias, pressionada, Carol passou a explorar mais a própria imagem nas redes sociais, mas ainda não consegue deixar de pedir o voto casado com o filho 02 do ex-presidente.
Carlos também está na mira de críticas por não ter relação alguma com Santa Catarina, o que é incontestável. Na semana passada, no dia de sabatinas com candidatos ao Senado em uma rádio do estado, ele estava em São Paulo. Nesta quarta-feira, 19, publicou uma foto com a mãe no Rio de Janeiro, “o melhor lugar do mundo”, segundo ele.
Enquanto isso, Esperidião Amin (PP), com 51 anos de vida pública e política em Santa Catarina e que levou uma rasteira de Flávio Bolsonaro, percorre as cidades sem o apoio da família. O senador busca a reeleição apostando na experiência e no conhecimento que acumulou sobre o estado que já governou duas vezes.
Os três aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas.
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Como cada eleitor votará em dois nomes para o Senado em outubro, a estratégia de Carol de vincular a candidatura à de Carlos pode ser decisiva para os dois, mas também para ela própria.
