O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pretende abrir mão de discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de setembro, em Nova York. O governo prepara uma viagem curta, já que o petista estará na reta final da campanha à reeleição. Até o momento, não há previsão de reuniões bilaterais, que costumam ocorrer paralelamente.

O Brasil, tradicionalmente, abre os discursos na reunião da ONU. Neste ano, apesar do alinhamento de setores do governo americano com a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na corrida presidencial, e dos estranhamentos diplomáticos com os Estados Unidos, o governo entende a participação do presidente como fundamental para enfatizar o discurso em defesa da não-interferência de países estrangeiros nas questões internas do Brasil.

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A relação com os Estados Unidos Unidos nunca foi tão ruim e já compromete os canais diplomáticos, ao ponto de o Brasil segurar a liberação do agrément para Daniel Perez, escolhido pelo governo Trump para comandar a embaixada americana em Brasília — trata-se de uma espécie de autorização para que representantes estrangeiros assumam os postos de embaixador. Em resposta, o Departamento de Estado cassou o visto da embaixada brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

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