A bancada do MDB decidiu pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que ele paute as propostas apontadas como prioritárias pelo Planalto “o mais rápido possível”. A lista do palácio tem assuntos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer explorar em sua campanha à reeleição, como as propostas que acabam com a jornada 6×1 e modificam a gestão da segurança pública no país, além do projeto que estabelece regras para a exploração de minerais críticos.

A decisão foi comunicada pelo líder emedebista no Senado, Eduardo Braga (AM). Ele disse que a decisão foi tomada por unanimidade da bancada, contando inclusive com o apoio dos chamados independentes, dentre eles o senador Alessandro Vieira (SE). O apoio para que as propostas sejam pautadas não significa, porém, adesão ao mérito das matérias de interesse do governo.

O MDB quer outras adesões para tentar fazer com que Alcolumbre despache as matérias para a CCJ (Comunicação de Constituição e Justiça) e sejam levadas ao plenário, em regime de urgência, antes das eleições. Entre os partidos buscados está o PSD, liderado pelo senador Omar Aziz (AM). A legenda tem uma das maiores bancadas do Senado.

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As movimentações seguiram após o encontro de Lula com Alcolumbre no Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira, 12. Apesar da reaproximação, Alcolumbre não deu a Lula a garantia de que colocará as propostas em votação antes das eleições de outubro. Somadas, as bancadas do MDB e do PSD têm 23 votos, superando a maior bancada do Senado, a do PL, que tem 16 senadores.

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