As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro já trabalham com a hipótese de uma abstenção mais alta que a média histórica, de cerca de 20%, em um eventual segundo turno.
Há dois motivos.
O primeiro, e principal, é a possibilidade de disputas para governos estaduais terminarem já no primeiro turno em estados populosos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Piauí.
O fim da eleição local em 4 de outubro tende a desmobilizar eleitores e pode fazer, por exemplo, com que muitos prefeitos tirem o pé da campanha presidencial.
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O segundo motivo é a expectativa de um El Niño forte, que pode dificultar a ida de eleitores às urnas. Um exemplo é a chance de seca dos rios no Amazonas, o que pode comprometer o deslocamento de comunidades que dependem do transporte fluvial para votar.
