Lula indicou Fernando Haddad como seu sucessor político no PT durante a convenção nacional do partido, no último fim de semana.
Nos bastidores da legenda, aliados avaliaram que o momento foi inadequado para abrir essa discussão.
Já entre lideranças da esquerda fora do PT, a sinalização de Lula foi recebida com relativa indiferença.
Na cúpula do PSB, por exemplo, partido que integra a chapa de Lula e tem Geraldo Alckmin como vice pela segunda vez, prevalece a avaliação de que não surpreende o fato de o PT resistir a abrir mão do protagonismo na esquerda.
Questionado pela coluna se o PT permitiria o surgimento de uma liderança de outro partido para disputar a Presidência em 2030, um dirigente socialista respondeu:
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“Não se trata disso. Se depender do PT, ninguém mais surge em lugar algum. Vamos criar lideranças com ou sem o PT.”
