A perda de tração de Zucco (PL) na mais recente pesquisa Quaest para o governo do Rio Grande do Sul não surpreendeu aliados, que observam com preocupação uma tendência de crescimento de Juliana Brizola (PDT).
A estratégia de Zucco é garantir presença no segundo turno, apostando que, nessa etapa, herdará o apoio da ala direitista hoje alinhada a Gabriel Souza (MDB), vice-governador e candidato apoiado por Eduardo Leite, que aparece bem mais atrás nas pesquisas. Leite tende a apoiar Juliana em eventual segundo turno sem Gabriel.
Aliados avaliam que Zucco precisa “furar a bolha” e dialogar com um eleitorado para além da direita bolsonarista no estado.
O cenário segue aberto, até porque a campanha ainda nem começou oficialmente. Ainda assim, candidatos ao Senado do campo da direita já demonstram aflição com o avanço de Juliana, temendo que o bom momento da pedetista dificulte as próprias campanhas.
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A pesquisa Quaest divulgada na semana passada mostrou empate técnico na disputa pelo Senado entre Manuela DÁvila (PSOL), Germano Rigotto (MDB), Paulo Pimenta (PT), Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL). Os dois candidatos mais identificados com a direita apareceram numericamente atrás dos demais.
