Problemas de caixa em duas empresas estatais podem se tornar uma dor de cabeça adicional para o governo nos próximos meses, caso as soluções não sejam apresentadas no período eleitoral. No primeiro caso, os Correios ainda negociam um segundo empréstimo para tentar manter a saúde financeira da companhia, após contratar um financiamento de R$ 12 bilhões com cinco bancos e garantia do Tesouro Nacional.

Neste momento, a empresa pública federal negocia novo empréstimo com os bancos, mas não há sinais de que a operação será concluída, diante das exigências feitas pelas instituições financeiras. Para piorar, o contrato que garantiu os R$ 12 bilhões à estatal prevê um aporte de R$ 6 bilhões da União na companhia até 2027 e o governo estuda se fará o desembolso ainda neste ano ou no ano que vem.

No fim das contas, caso a operação de salvamento dos Correios não dê certo, caberá ao governo garantir o prejuízo das instituições financeiras. 

No segundo caso, o BRB também negocia um empréstimo com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e um grupo de bancos para tentar salvar a instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal. Em entrevista ao PlatôBR em parceria com a Léo Dias TV, a governadora do DF, Celina Leão (PP), afirmou que o empréstimo deve sair do papel, mas não deu detalhes sobre o andamento da negociação. 

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Após o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologar um acordo para viabilizar operação de crédito destinada ao BRB, há o temor na Esplanada dos Ministérios de que o caso seja judicializado mais uma vez caso o empréstimo não saia do papel e a conta final sobre para o governo federal.

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