A autorização do ministro André Mendonça, do STF, concedida nesta quinta-feira, 30, para a Polícia Federal investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deu a Flávio Bolsonaro (PL) um novo fato político que permitirá à sua campanha a retomada do discurso de combate à corrupção. A PF apura a suposta atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negócios com o Ministério da Saúde.
Independentemente do desfecho do caso, a simples abertura da apuração oferece à campanha bolsonarista a oportunidade de reativar uma agenda historicamente desfavorável ao PT e que marcou as últimas disputas presidenciais.
Até aqui, o discurso do combate à corrupção e ao antipetismo pilares que sustentam o movimento bolsonarista desde 2018 vinha sendo ofuscado pelas dificuldades do próprio senador Flávio Bolsonaro em administrar desgastes envolvendo sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, tanto no caso Master quanto no episódio Dark Horse.
A avaliação mais otimista entre os bolsonaristas é que a investigação sobre Lulinha tem potencial para alterar a dinâmica da campanha, ao menos no que diz respeito ao debate sobre corrupção.
Após a abertura do inquérito, Lula defendeu que o filho será investigado “como filho de qualquer pessoa” e que ele “não vai ficar escondido”.
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Não haverá qualquer privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, não vai ter, disse.
