Ciro Nogueira, presidente do PP, segue irredutível e, ao menos por enquanto, resiste à pressão para que parte do Centrão se una ao PL de Flávio Bolsonaro.
Nesta quinta-feira, 30, esta coluna revelou, com exclusividade, a ofensiva intensificada nas últimas horas que envolve, entre outros, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas para atrair a federação PP-União Brasil e o Republicanos para a campanha de Flávio. A proposta inclui a senadora Tereza Cristina como candidata a vice-presidente.
Principal obstáculo à costura, Ciro tem dito a interlocutores que considera “muito difícil” uma aliança com Flávio.
A resistência não se explica apenas pelas reações do filho do ex-presidente à operação da Polícia Federal que teve Ciro como alvo nas investigações do caso Master. Tampouco as negociações regionais são, hoje, o principal entrave.
Reservadamente, Ciro admite estar magoado com Flávio.
A pessoas próximas, o senador piauiense relata que soube da candidatura do filho de Jair Bolsonaro por terceiros. Diz ter sido surpreendido pelo anúncio da pré-candidatura e lembra que, depois da divulgação das primeiras pesquisas, aceitou conversar com Flávio.
Na reunião, os dois teriam combinado trabalhar pela unificação da direita e do centro, construindo pontes e evitando estimular a polarização. Nesse cenário, segundo Ciro, o PP poderia integrar o projeto.
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A avaliação do presidente do PP, porém, é que Flávio não conseguiu ou não quis cumprir esse compromisso.
