O PL confirmará neste sábado, 25, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em uma festa em São Paulo que não contará com o apoio das cúpulas dos partidos aliados ao então presidente Jair Bolsonaro (PL) nas últimas eleições. Sem alianças com essas legendas, Flávio conta com um apoio externo: o presidente da Argentina, Javier Milei.
Milei estará em São Paulo exclusivamente para a convenção do PL. Por razões de segurança, os canais diplomáticos foram avisados da presença do argentino. No entanto, não houve por parte do chefe de Estado do país vizinho nenhum pedido de conversa com autoridades do governo brasileiro.
A fuga de apoios da candidatura de Flávio impediu que ele escolhesse até as vésperas da convenção seu candidato a vice na chapa que terá que ser registrada até o dia 15 de agosto, de acordo com o calendário eleitoral. O PL indica que trabalhará até o último momento para atrair siglas como o PP, o União Brasil e o Republicanos para a chapa, mas lideranças dessas siglas indicam a intenção de permanecer neutras no primeiro turno da eleição. Caso não seja possível formar a coligação, a ideia do PL é registrar uma chapa “puro sangue”, com a possibilidade de que o nome do vice seja o de uma mulher, segmento em que Flávio apresenta dificuldades de aprovação.
Tarcísio de Freitas
De acordo com um dirigente do partido, não houve na fase de pré-campanha uma desistência de apoio a Flávio por parte dessas legendas. O compromisso, segundo esse político, nunca chegou ser firmado pelas siglas. No entanto, integrantes da cúpula do PL ainda criticam a escolha do nome do senador feita pelo ex-presidente. A chapa considerada ideal, por essa avaliação, teria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato a presidente, com Michelle Bolsonaro como vice.
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A falta de apoio ao pré-candidato, segundo esse entendimento, seria decorrência das dificuldades enfrentadas por Flávio na pré-campanha, principalmente o envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e as rusgas públicas com Michelle. Também são motivos de preocupação as falas recentes de Flávio colocando em dúvida a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro.
