Dentro do PL, a expectativa predominante é de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegará à convenção neste sábado, 25, sem o apoio de legendas do Centrão, como o Republicanos e a federação formada entre o PP e o União Brasil. Outra previsão é de que Flávio ainda não anunciará o nome do vice em sua chapa.

Apesar do isolamento político da candidatura, integrantes da cúpula do partido ainda apostam que o senador estará na disputa do segundo turno contra Lula, que tentará se reeleger a um quarto mandato.

Nesse cenário, dirigentes do PL apontam um desafio para a candidatura de Flávio na primeira fase da disputa: como reagir aos ataques de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), adversários no campo da direita na corrida ao Planalto. A resposta, que já está sendo colocada em prática, é não partir para o confronto e, assim, evitar um rompimento que impeça uma aliança em um eventual segundo turno.

“A estratégia é não responder”, disse um representante do partido. “Ele [Flávio] vai precisar deles no segundo turno”, explicou.

“Desserviço”
De fato, Flávio não tem reagido às investidas desses dois adversários. Na semana passada, em uma entrevista ao podecast Flow, o pré-candidato disse que não se prestaria ao papel de criticar os dois ex-governadores e que os ataques representavam um “desserviço”.

Na noite desta quinta-feira, Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agiram para estancar outro problema: a briga pública entre eles. Os dois gravaram vídeos para manifestar a intenção de caminhar juntos na campanha. Flávio pediu desculpas e Michelle aceitou.

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A reconciliação representou para um alívio na crise entre os dois, deflagrada com as reclamações da primeira-dama de que havia sido humilhada pelo enteado. Dirigentes do partido, no entanto, ainda têm dúvidas sobre o impacto da reaproximação para a imagem de Flávio.

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