Antes de decidir sua entrada na disputa ao Senado, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB) dizia a amigos próximos que ficaria longe de campanhas neste ano. Ela passou por maus momentos, lutando contra um câncer, e tinha sérias dúvidas se teria energia suficiente para encarar uma campanha. Um ponto pesou muito para a decisão da senadora: a insistência do pai, o ex-presidente José Sarney (MDB), que não aceitava a filha, sempre vista por ele como sua sucessora, fora da política.

O ex-presidente estava “bravo” com ela diante da indisposição e ela acabou confidenciando a amigos: “Eu não sei falar não para meu pai”. 

Roseana tem liderado as pesquisas de intenção de votos para o Senado no estado e, assim que a decisão foi tomada, o deputado Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), que ensaiava disputar a vaga, desistiu da campanha ao Senado.

Em vídeo divulgado nesta quarta-feira, 22, Roseana anunciou sua candidatura e também falou sobre o tratamento contra o câncer: “Essa batalha não me enfraqueceu. Ela renovou o sentido de tudo o que faço na vida pública. E agora eu quero retribuir”, disse. “Não me esqueceram”, disse Roseana, referindo-se às pesquisas.

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A filha de Sarney exerceu o cargo de senadora entre 2003 e 2009, além de ter governado o Maranhão por quatro mandatos. Ela concorrerá na chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB), sobrinho do atual governador, Carlos Brandão (sem partido). A segunda vaga ao Senado na chapa governista será disputada pelo senador Weverton Rocha (PDT), que tenta a reeleição.

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