Além de trabalhar para tentar barrar o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros e negociar o avanço do acordo do Mercosul com a União Europeia, o governo brasileiro quer acelerar as negociações para que o bloco comercial sul-americano firme um tratado com o Japão.

Uma consulta pública foi lançada no dia 2 de julho pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) para coletar propostas do setor privado sobre o que deve ser incluído no acordo com o Japão. No início de agosto, segundo o cronograma das negociações, o Mercosul debaterá com o governo japonês.

Os mais otimistas, tanto no MDIC quanto no Itamaraty, gostariam de acelerar esse processo para que o acordo pudesse ser assinado, no mais tardar, em 2028. Se o acordo sair do papel, criará uma área de livre comércio com PIB (Produto Interno Bruto) combinado de US$ 7 trilhões e um mercado consumidor de 400 milhões de pessoas.

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O Japão é a quarta maior economia do mundo e está entre os dez maiores parceiros comerciais do Mercosul, com uma corrente de comércio que chegou a US$ 13,7 bilhões em 2025.

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