O presidente da Fundação João Mangabeira, braço de formação política do PSB, Carlos Siqueira, entrou na crise entre PT e PSB em Pernambuco e classificou como “erro muito grande” uma eventual divisão do palanque de Lula no estado.

Como a coluna mostrou, crescia a ideia de apoiar a candidatura de João Campos (PSB) ao governo, mas evitar subir no palanque dele para também atrair votos da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) admitiu a tendência de palanque duplo em Pernambuco. A reação do PSB foi imediata: o partido pressionou Lula, que acabou reforçando publicamente o apoio a João Campos.

“O palanque de Lula mais caracterizado em Pernambuco, não tenha dúvida, é o nosso. A força de oposição a Lula está no palanque da Raquel. O eleitor vai identificar claramente quem é quem. Ronaldo Caiado, que faz oposição aberta ao presidente, é do mesmo partido da Raquel”, afirmou Siqueira à coluna.

Para o dirigente socialista, Lula não teria razão política para dividir apoios no estado.

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“Não faz sentido. Lula não precisa de dois palanques em Pernambuco. O PSB apoia o PT no país inteiro, tem o vice-presidente da República. Pode até haver eleitor de Lula que vote na Raquel, mas majoritariamente o eleitor pernambucano do presidente estará com o PSB”, disse.

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