Horas antes do anúncio por parte do Departamento de Estado americano de considerar o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas, o assessor especial da Presidência para questões internacionais, Celso Amorim, falou sobre o assunto na Rússia. Para Amorim, essa medida de nada ajuda no efetivo combate a essas facções.
Amorim participou em Moscou do XIV Encontro Internacional de Altos Representantes para Assuntos de Segurança e manifestou preocupações com questões que afetam a soberania dos países. “O governo brasileiro, liderado pelo presidente Lula, está agindo de forma decisiva para desmantelar as redes criminosas em cooperação com os países da América do Sul. O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Mas equipará-lo ao terrorismo não ajuda. Ambos devem ser combatidos, mas compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate aos tipos de crimes”, disse o assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso.
No anúncio feito pelos EUA, os grupos são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e devem ser classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). Eles devem ainda receber a classificação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir de 5 de junho de 2026.
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“Juntos, eles comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros. A sua influência e redes ilícitas estendem-se muito além das fronteiras do Brasil, através da nossa região e do nosso país”, diz o anúncio.
