O entorno de Flávio Bolsonaro já percebeu que a maior parte dos pré-candidatos ao Senado e aos governos estaduais que se apoiam na grife Bolsonaro tem mantido distância da crise deflagrada pelo áudio enviado a Daniel Vorcaro.

“Estão todos com a cara do Moro: algo como ‘putz, e agora? Isso é contagioso? Se ele derreter, vou derreter junto?’”, disse à coluna um assessor da campanha, referindo-se às feições do senador Sergio Moro durante o pronunciamento em que Flávio admitiu ter ido à casa do banqueiro após a prisão de Vorcaro.

Embora a política exija coletividade, na hora da campanha costuma prevalecer o instinto do “cada um por si”. Sobretudo entre os mais experientes, a percepção é de que uma crise ainda cercada de desdobramentos imprevisíveis desestimula candidatos a pedir voto colado ao presidenciável.

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No caso dos postulantes ao Senado, a avaliação é de que o nó é ainda maior, já que a orientação da campanha de Flávio era explorar ataques ao STF durante a campanha. “O jogo está sendo jogado. Quanto mais baterem no STF, é óbvio que o espírito de proteção ensejará reações que podem esbarrar no Flávio”, avaliou um presidente de partido de centro.

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