Políticos graúdos não têm dúvidas de que há mais munição contra Flávio Bolsonaro até outubro, e que ela está nas mãos do PT e do entorno de Lula.

Por isso, avaliam, decidiu-se vazar já agora, a cinco meses da eleição, o áudio em que o adversário cobra dinheiro de Daniel Vorcaro. Se o material viesse à tona antes do prazo de desincompatibilização, Flávio poderia acabar rifado em favor de nomes como Tarcísio de Freitas, visto como alguém com mais chances de derrotar Lula.

A ala mais experiente da política vê na operação uma estratégia para iniciar o desgaste de Flávio, cuja pré-candidatura parece consolidada, mas sem buscar um “nocaute” precoce. Até porque interessaria a Lula enfrentar, num eventual segundo turno, um Flávio Bolsonaro enfraquecido, mas ainda competitivo.

Daí também a escolha do timing: antes do início da Copa do Mundo, para permitir que o tema siga sendo consumido politicamente ao longo dos jogos.

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Na avaliação desse grupo, o “primeiro tiro” funcionou. Flávio ficou “igual peru na chapa quente”, como resumiu um ex-ministro de Estado.

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