A greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte já passa de 20 dias carregando um paradoxo difícil de ignorar.

A capital mineira está entre as que melhor remuneram o magistério municipal no país, mas, ainda assim, enfrenta uma paralisação prolongada da categoria.

Hoje, um professor da rede com jornada de 45 horas recebe, em média, R$ 13,6 mil por mês. O valor está 166% acima do piso nacional do magistério para 2026, fixado em R$ 5.130 para 40 horas semanais.

Mesmo os docentes com jornada de 22,5 horas recebem, em média, R$ 6,5 mil, acima do piso nacional integral.

Além dos salários, a prefeitura oferece benefícios adicionais, como vale-refeição de R$ 60 por dia para jornadas integrais e auxílio-alimentação para cargas horárias menores.

Apesar disso, a mobilização segue nas ruas e pressiona a gestão municipal. A categoria argumenta que a disputa não é apenas salarial: envolve condições de trabalho, plano de carreira e, claro, reajustes futuros.

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Em ano de eleições gerais, um dos melhores salários do país não foi suficiente para blindar Belo Horizonte de uma crise com os professores.

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