No caminho de se colocar como candidata ao Senado pelo Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) terá que continuar investindo no distanciamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para afastar a possibilidade de ser vista como partícipe da ligação da família Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Mesmo após a divulgação pelo site Intercept do áudio com Flávio pedindo dinheiro ao banqueiro para bancar a produção de um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro, o senador diz que sua candidatura está mantida com o apoio do ex-presidente, que descarta totalmente a substituição do nome que disputará ao Planalto.
Para pessoas próximas de Michelle, ela tem obtido sucesso nesse distanciamento e deixado claro que não participa dos esquemas feitos pelos filhos do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Michelle vinha sendo criticada por não dar apoio a Flávio, depois que o enteado foi escolhido pelo pai para concorrer à Presidência. Agora, a distância será ainda maior e com motivação eleitoral. Na quarta-feira, 13, após a divulgação da reportagem, a ex-primeira-dama publicou nas redes sociais uma mensagem na qual ela tenta se afastar do escândalo envolvendo Flávio. “O maligno usa enigmas para destruir vidas e incendiar histórias”, disse a ex-primeira-dama, sem apontar o alvo de seus comentários.
“Quem vive de insinuações, foge da verdade sobre si mesmo, afundando em patologias as quais ele recusa admitir que possui. Não busca a cura, mas se empenha em espalhar a doença por meio de palavras afiadas”, continuou. “O dom da palavra é um maravilhoso presente de Deus. Mas como todos os outros dons, pode ser corrompido pelo pecado. Jesus ensina por parábolas e traz vida em abundância”, acrescentou a ex-primeira-dama, que é evangélica.
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Além da possível entrada na disputa pelo Senado, Michelle também passou a ser cotada para substituir Flávio na candidatura ao Planalto, mas não tem o apoio do marido.
