Enquanto a política raiz olha para outubro em uma pré-campanha cada dia mais conturbada, ministros do STF se preparam para 2027 e abriram, nos últimos dias, espaço para negociação com atores do Congresso.

Não querem saber, claro, de impeachment de integrantes da corte. Quanto a isso, estão dispostos a pagar para ver. E, se algum pedido avançar, encontrarão meios de reagir institucionalmente.

Mas existe uma alternativa considerada mais viável por parte da corte, e sem tamanho desgaste.

Ministros admitem, por exemplo, discutir mandatos para integrantes do STF, tema que reúne diferentes propostas no Congresso. Em troca, defendem que qualquer reforma alcance também o sistema político e o Executivo, e não “apenas o Judiciário”.

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Para esse planejamento se concretizar, no entanto, será necessária uma espécie de “bancada do STF” no Senado, ainda que pequena. Como a coluna já revelou, ministros da corte têm atuado discretamente nos bastidores em favor de candidaturas nos estados. Nesta semana, a coluna soube de mais um movimento nesse sentido.

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