Aliados de Flávio Bolsonaro vão bater na tecla do “vazamento seletivo” e cobrar que os investigadores do caso do Banco Master divulguem, agora, fatos envolvendo “o outro lado”, uma vez que o escândalo é conhecidamente sistêmico.
Interlocutores do PL vão relembrar que há nomes ligados ao PT sobretudo da Bahia que igualmente mantinham contato e relações com Daniel Vorcaro.
O entorno do pré-candidato reconhece, nos bastidores, o “estrago eleitoral” provocado pela revelação do caso, embora sustente que, até aqui, não há indícios de crime no material divulgado pelo Intercept Brasil.
“Por enquanto, a situação do Flávio é parecida com a da esposa do Alexandre de Moraes, que também recebeu dinheiro do Master. Vai ser preciso juntar as peças, seguir o dinheiro e encontrar contrapartidas”, disse à coluna um aliado do senador.
Aliados também recorrerão ao discurso de que o filme de Jair Bolsonaro recebeu recursos privados, “e não públicos, via Lei Rouanet”.
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Deputados do Centrão e do PL ouvidos pela coluna na tarde desta quarta-feira, 13, porém, avaliam que, independentemente de qualquer coisa, o impacto político em uma campanha majoritária é inquestionável.
