Em meio às especulações sobre o destino do ministro Jorge Messias (AGU), que tem cogitado deixar o cargo ou ser deslocado para outra pasta por pressão de aliados entre elas o Ministério da Justiça , o ministro Wellington César Lima e Silva (Justiça) promoverá uma série de ações ao longo da semana para destacar as realizações da pasta desde que assumiu o cargo na Esplanada dos Ministérios. 

Entre as medidas que serão exaltadas estão a aprovação da Lei Antifacção, que teve articulação direta do ministro para ser aprovada no Congresso, e a aprovação na Câmara da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. Nesse front, Lima e Silva pretende intensificar as conversas com o Senado para que o texto seja deliberado pelos senadores o mais brevemente possível.  

A equipe do Ministério da Justiça também relembrará a nomeação de mil policiais federais, que na leitura da equipe do ministro, representam o fortalecimento da PF, que atua com inteira independência. Além disso, serão exaltadas as operações de combate ao crime organizado, que culminam em prisões, apreensões de armas, drogas, munições e dinheiro do crime organizado. 

Outras entregas que serão destacadas serão a criação do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio como estratégia nacional unificada, por meio de articulação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o ECA Digital e o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), núcleo nacional de monitoramento e inteligência sobre violência contra mulheres. Além disso, a pasta garantiu uma dotação orçamentária extra de R$ 1 bilhão para fortalecer diversas ações, entre elas as de combate ao crime organizado.

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Setores do PT têm criticado a postura do ministro. Em ano de eleição, em que o tema de segurança pública se tornou fundamental na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lima e Silva é criticado por ter uma postura tímida, menos combativa e pouco midiática, como era o perfil do então ministro Flávio Dino quando era o chefe da pasta. 

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